Computador e educação
Com o crescimento da cibercultura mundial, acreditamos ser indispensável o contato dos alunos com o computador que servirá como ferramenta de aprendizagem e sociabilidade perante os assuntos relacionados a temas estudados em todas as disciplinas, assim como assuntos relacionados fatos atuais que ocorrem por todo o mundo.
Portanto pensamos que a escola necessita de uma atualização no sistema de ensino que vise a utilização do computador como ferramenta chave na aprendizagem. A princípio vamos nos ater apenas as aulas lecionadas a disciplina de Artes para possivelmente expandir-se às outras disciplinas.
Outro ponto importante relacionado à interatividade do aluno que navega em meios hipermidiáticos, diz respeito ao compartilhamento de informações entre outras pessoas que se interessam ou já tenham se interessado pelo mesmo assunto e deixaram registradas pesquisas feitas à respeito. Assim, podem ocorrer diálogos e debates muito interessantes sobre os diferentes pontos de vista. Podemos dizer que se trata de um canal de inteligência coletiva onde as informações correm em um sistema aberto.
Imaginemos a quantidade de informações que os alunos podem atribuir ou mesmo futuramente trocar sites como: blogs, google, enciclopédias on-line, youtube, rádios podcasts, dentre outros suportes de pesquisa proporcionados pela Internet. Todas essas formas de atribuição de conhecimento formam um grande sistema de troca no qual o aluno pode buscar novas formas de aprender.
Com base em todos os atributos proporcionados pelo computador citados acima, podemos explicar nossa convicção de que a utilização dessa ferramenta em escolas públicas torna-se visivelmente necessária. Por isso acreditamos ser de extrema importância à dedicação do segundo ano do ensino médio para o aprendizado de práticas de pesquisa e desenvolvimento de trabalhos com o auxílio deste aparato.
Texto sobre Mídia digital e sociedade:
http://www.infonauta.com.br/index.php/2008/09/17/midia-digital-e-sociedade/
Pesquisa DataFolha sobre internautas brasileiros:
Movimentos de vanguarda
As vanguardas artísticas são marcos de tempos em que arte rompeu com padrões estéticos em diferentes campos estando sempre à frente de seu tempo. Essa forma de expressão pioneira contestava a maneira de manifestação de perspectivas utilizadas em todas as áreas como: na arquitetura, na pintura, na música, no cultural e até mesmo no social. Eram movimentos críticos perante a mentalidade abordada anteriormente que traziam consigo uma reforma de pensamentos e na maneira de se expressar.
A palavra vanguarda é originada da expressão francesa “Avant Garde” que quer dizer, “Guarda avante” podendo ser interpretado como “Ver à diante”.
O termo “avant garde” tem origem militar e diz respeito ao ataque do batalhão durante uma guerra, daí entendemos que se trata do território a ser conquistado pela tropa. Esse termo foi adaptado por muitos movimentos artísticos devido a suas características políticas, possuindo manifestos e militantes que carregavam uma verdade que estava a frente de seus tempos.
Todos os movimentos de vanguarda são um marco muito importante cada um para sua época, pois através do estudo histórico de cada um deles é que poderemos compreender como chegamos à contemporaneidade dos conceitos aplicados pela eletrônica. Traçando um percurso que passe pelos principais movimentos de vanguarda, os alunos poderão entender melhor as mudanças de linguagens, conceitos e estéticas fornecidas pela evolução desses movimentos.
O homem sempre visou refletir seu mundo através da arte passando por momentos onde essa representação era mimética e fiel, até chegar em uma representação simbólica e abstrata.
No período Pré-industrial, o homem buscava representar o mundo de forma mimética, através de um único ponto de vista, o qual ele imaginava ser a maneira correta de se enxergá-lo. Com o surgimento da fotografia no Período Industrial Mecânico, fomos aos poucos estabelecendo uma relação entre o homem e a máquina, na qual o modo de produção artesanal passou a dar lugar a produção em série com velocidade, equivalente a percepção de cada um.
Podemos notar que desde essa época já havia uma disseminação da utilização de máquinas que facilitavam a produção e ao mesmo tempo a tornavam mais rápidas. Mas mesmo com tanto tempo, notamos que a máquina ainda aparece como um meio estranho a muitas pessoas.
Isso fortalece o nosso interesse por estabelecer uma ligação entre os alunos e as novas tecnologias, pois, se houver um estudo desde a fase escolar, a criança terá maiores chances de tornar-se um adulto apto a lidar com essas linguagens podendo assim, expandir seus campos tento de conhecimento quanto de produção.
Aos poucos a arte passa a ter uma forma de representação completamente oposta aos conceitos estéticos tradicionais vistos em movimentos anteriores e assim, surgem novas vanguardas que negam a visão de representação do mundo real para dar espaço a representação dos sonhos. Além disso, o espaço onde eram expostas as artes também sofreram mudanças, já não se limitavam ao museu mas passavam a ser apresentados em espaços públicos e naturais com o auxílio de câmeras cinematográficas, computadores e sensores eletrônicos.
Essa passagem para o Período Eletro-eletrônico tornou ainda mais ampla a capacidade de produção do autor que tem ao seu dispor diferentes dispositivos de representação. Com tantos suportes, aumenta também a possibilidade de convergência entre eles, o que propicia trabalhos irreverentes e inovadores.
Diante de tamanho desenvolvimento tecnológico, torna-se necessário o estudo realizado pelas escolas em relação à utilização desses suportes. Mesmo que não sejam utilizados profissionalmente pelos alunos, acreditamos ser de extrema importância o contato com tais ferramentas.
Link para vídeo-aula de vanguardas européias:
POP Arte
POP ARTE
Era um movimento que representava elementos cotidianos através de uma arte figurativa. Baseava-se na estética da fotografia, dos quadrinhos, da publicidade, de ilustrações e da televisão ou cinema. Essa, era também uma maneira de criticar a sociedade do consumo vendido através da arte gráfica.
Principais características:
- Baseada na arte gráfica de publicidades
- Utiliza cores fortes e vibrantes
- Romantismo e sexualidade
- Crítica ao capitalismo e sociedade de consumo
Principais artistas:
- Lawrence Alloway
- Andy Warhol
- Roy Lichenstein
- Jasper Johns
- Robert Rauschenberg
- Claes Oldenburg
- Peter Blake
- David Hockney
- Allen Jones
“Buffalo II”, 1964 – Robert Rauschenberg
“Eu era o brinquedo de um ricaço”, 1947 – Eduardo Paolozzi
”200 Latas de sopa Campbell’s”, 1962 – Andy Warhol
“Whaam!”, 1963 – Roy Lichtenstein
Imagens retiradas do livro: “Movimento da arte moderna” – ed. Cosac&Naify
Arte Pop – Autor David McCarthy – São Paulo, 2002
Surrealismo
SURREALISMO
O Surrealismo foi um movimento artístico moderno que se baseou principalmente em representações do inconsciente e da falta de racionalidade. As incertezas políticas, junto aos estudos psicanalíticos de Freud a respeito dos sonhos, favoreceram o surgimento deste e de outros movimentos.
Este movimento surgiu inspirado no dadaísmo e na pintura metafísica. É um movimento que se desprende da crítica da racionalidade e segue os instintos psíquicos, ou seja, do inconsciente. O mundo real é desconsiderado para dar lugar ao irreal, aos sonhos nos quais não há razão.
A diferença entre o dadaísmo e o surrealismo é que no primeiro aplicava-se apenas a destruição da realidade e no segundo era proposta a destruição para que houvesse uma reconstrução baseada no irracional, nos sonhos, na fantasia.
André Breton publicou um Manifesto do surrealismo em 1924, marcando o nascimento do movimento. Iniciou-se na França e nos EUA para depois espalhar-se pelo mundo. Era proposta uma nova linguagem a partir de uma reforma dos sentimentos. Além disso, estava fortemente ligado a política rotulando-se como um movimento comunista.
Principais características:
- Tristeza e melancolia
- Baseado no subconsciente
- Representações do irracional
- Caráter poético
- Alto grau de beleza estética
- Contraditório
Principais artistas:
- Joan Miró
- Salvador Dali
- Hans Arp
- Kurt Schwitters
- Marcel Duchamp
- Max Ernst
- André Masson
- René Magritte
Os artistas buscavam se desprender do controle da racionalidade da mente para expressar seus pensamentos sem que houvesse censura. Eram usadas técnicas como o frottage (decalque sobre superfícies irregulares) e a colagem.
Havia duas grandes tendências contraditórias do movimento: uma era contra a arte tradicional e estava mais ligada ao dadaísmo (ex:Duchamp) e a outra estava mais ligada a valores estéticos (ex: Magritte).
“A traição das imagens”, 1928 / 29 – Renè Magritte
“Telefone-lagosta”, 1939 – Salvador Dalí
“O elefante Célebès”, 1921 – Max Ernst
Imagens retiradas do livro: “Movimentos da arte moderna” – ed. Cosac&Naify
Surrealismo / Autora: Fiona Bradley – São Paulo, 2003






