Movimentos de vanguarda
As vanguardas artísticas são marcos de tempos em que arte rompeu com padrões estéticos em diferentes campos estando sempre à frente de seu tempo. Essa forma de expressão pioneira contestava a maneira de manifestação de perspectivas utilizadas em todas as áreas como: na arquitetura, na pintura, na música, no cultural e até mesmo no social. Eram movimentos críticos perante a mentalidade abordada anteriormente que traziam consigo uma reforma de pensamentos e na maneira de se expressar.
A palavra vanguarda é originada da expressão francesa “Avant Garde” que quer dizer, “Guarda avante” podendo ser interpretado como “Ver à diante”.
O termo “avant garde” tem origem militar e diz respeito ao ataque do batalhão durante uma guerra, daí entendemos que se trata do território a ser conquistado pela tropa. Esse termo foi adaptado por muitos movimentos artísticos devido a suas características políticas, possuindo manifestos e militantes que carregavam uma verdade que estava a frente de seus tempos.
Todos os movimentos de vanguarda são um marco muito importante cada um para sua época, pois através do estudo histórico de cada um deles é que poderemos compreender como chegamos à contemporaneidade dos conceitos aplicados pela eletrônica. Traçando um percurso que passe pelos principais movimentos de vanguarda, os alunos poderão entender melhor as mudanças de linguagens, conceitos e estéticas fornecidas pela evolução desses movimentos.
O homem sempre visou refletir seu mundo através da arte passando por momentos onde essa representação era mimética e fiel, até chegar em uma representação simbólica e abstrata.
No período Pré-industrial, o homem buscava representar o mundo de forma mimética, através de um único ponto de vista, o qual ele imaginava ser a maneira correta de se enxergá-lo. Com o surgimento da fotografia no Período Industrial Mecânico, fomos aos poucos estabelecendo uma relação entre o homem e a máquina, na qual o modo de produção artesanal passou a dar lugar a produção em série com velocidade, equivalente a percepção de cada um.
Podemos notar que desde essa época já havia uma disseminação da utilização de máquinas que facilitavam a produção e ao mesmo tempo a tornavam mais rápidas. Mas mesmo com tanto tempo, notamos que a máquina ainda aparece como um meio estranho a muitas pessoas.
Isso fortalece o nosso interesse por estabelecer uma ligação entre os alunos e as novas tecnologias, pois, se houver um estudo desde a fase escolar, a criança terá maiores chances de tornar-se um adulto apto a lidar com essas linguagens podendo assim, expandir seus campos tento de conhecimento quanto de produção.
Aos poucos a arte passa a ter uma forma de representação completamente oposta aos conceitos estéticos tradicionais vistos em movimentos anteriores e assim, surgem novas vanguardas que negam a visão de representação do mundo real para dar espaço a representação dos sonhos. Além disso, o espaço onde eram expostas as artes também sofreram mudanças, já não se limitavam ao museu mas passavam a ser apresentados em espaços públicos e naturais com o auxílio de câmeras cinematográficas, computadores e sensores eletrônicos.
Essa passagem para o Período Eletro-eletrônico tornou ainda mais ampla a capacidade de produção do autor que tem ao seu dispor diferentes dispositivos de representação. Com tantos suportes, aumenta também a possibilidade de convergência entre eles, o que propicia trabalhos irreverentes e inovadores.
Diante de tamanho desenvolvimento tecnológico, torna-se necessário o estudo realizado pelas escolas em relação à utilização desses suportes. Mesmo que não sejam utilizados profissionalmente pelos alunos, acreditamos ser de extrema importância o contato com tais ferramentas.
Link para vídeo-aula de vanguardas européias: